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« Faced with the near certain passage of the gay marriage bill, Cardinal Bergoglio offered the civil union compromise as the “lesser of two evils,” said Sergio Rubin, his authorized biographer. “He wagered on a position of greater dialogue with society.”

In the end, though, a majority of the bishops voted to overrule him, his only such loss in his six-year tenure as head of Argentina’s bishops’ conference. But throughout the contentious political debate, he acted as both the public face of the opposition to the law and as a bridge-builder, sometimes reaching out to his critics.

“He listened to my views with a great deal of respect,” said Marcelo Márquez, a gay rights leader and theologian who wrote a tough letter to Cardinal Bergoglio and, to his surprise, received a call from him less than an hour after it was delivered. “He told me that homosexuals need to have recognized rights and that he supported civil unions, but not same-sex marriage.”

Mr. Márquez said he went on to meet twice with Cardinal Bergoglio, telling him of his plan to marry his partner and discussing theology. The man who would become pope gave him a copy of his biography, “The Jesuit.” » 

via Pope Francis’ Old Colleagues Recall Pragmatic Streak – NYTimes.com.

As atitudes de ruptura do Papa Francisco I em relação a tradições básicas da Igreja Católica, como por exemplo o fato de ter ignorado, ontem, a língua diplomática do Vaticano (o francês) quando recebia embaixadores destacados no Vaticano, revelam maus augúrios. Não é calçando uns sapatos cambados, ou desobedecendo à tradição da utilização da língua francesa como língua diplomática, que o Papa vai combater mais e melhor a pobreza.

Segundo o NYT (ver ligação em epígrafe), citando testemunhas próximas do atual Papa, o cardeal Bergoglio defendeu, na Argentina, a união civil entre pares de homossexuais — o que, alegadamente e segundo o cardeal, não é a mesma coisa que “casamento” gay. Ora, o cardeal Bergoglio tem a obrigação de saber que a união civil é o prelúdio do “casamento” gay (como aconteceu em Portugal), e da adopção de crianças por duplas de gays (como está a acontecer em França e aconteceu em Espanha, por exemplo).

Ademais, se o cardeal Bergoglio defende a união civil entre gays, então também tem que reconhecer como válida qualquer ligação heterossexual. Assim, os amantizados também têm direito ao reconhecimento da Igreja Católica: junta-se uma mula qualquer a um macho quejando, e temos o cardeal Bergoglio a abençoar a união.

Quem recusa e nega os rituais básicos da Igreja Católica também é capaz de subverter ou de rasgar os documentos escritos pelos papas João Paulo II e Bento XVI. Do cardeal Bergoglio, devemos esperar tudo; e a culpa não é dele, mas de quem já o conhecia e o colocou lá.

 

Fonte: http://espectivas.wordpress.com/2013/03/23/a-ambiguidade-e-ambivalencia-do-cardeal-bergoglio-em-relacao-a-uniao-civil-homossexual/

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