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Pra que são criadas as fortalezas, para proteger quem esta por trás do muro ou quem esta do lado de fora?

As fortalezas, do latim fortis=forte e facere=fazer, é uma estrutura militar usada a muito tempo na defesa de vilarejos, cidades, etc. As fortalezas existem aos montes pode ser permanentes ou erguidas no campo de batalha, sempre com o intuito de proteger.

Mas quando levantamos fotalezas que não são para nossa proteção e sim proteção do outro? Ja não é uma fortaleza, é um abrigo.

O abrigo vem do Latim apricare, “proteger-se do frio aquecendo-se ao sol”, de apricus, “exposto ao sol”, é um ambiente que proporciona proteção, segurança, refúgio. Os abrigos nos remete a uma imagem sempre negativa, distorcida, ambiente escuro sem luz, pouco espaço, solidão, etc… Os refugiados estão em posição de extrema defesa, tamanha defesa que até a proximidade alheia é um indicativo de perigo iminente, mesmo que não o seja.

No abrigo estamos voltados para nós, para nossas mazelas abrigar-se por muito tempo pode ser um retrocesso, no abrigo não há aprendizado não há comunicação , não há nem força pra desabrigar-se e tornar-se itinerante.

Na fortaleza o pensamento é coletivo, proteção a todos sem baixas na batalha e mesmo se houver que sejam as menores possiveis, há aí um senso coletivo e humanitario maior que no abrigo, ao abrigar-se não existe coletivo e mesmo que exista é o coletivo de um ser com suas lutas interiores, somos tantos e nada ao mesmo tempo.

Contruimos mais abrigos ou fortalezas? Essas fortalezas são passíveis de não resistir mas quem esta abrigado, preso a si mesmo dificilmente vai se libertar, mesmo libertando-se tenderá a criar uma fortaleza, muito bem construida e trará pra ela quem quer ser protegido, quem quer viver coletivamente e enfrentar as batalhas sempre unidos, sem baixas, uma fortaleza de guerreiros.

Fortaleza é a família, o abrigo é o ser, o ser que pode estar dentro da fortaleza abrigado, sem ser percebido. Abrigo é abandonar-se, é se fechar para o mundo. Abrigo obriga solidão, implica dissociação, despersonalização.

Fortaleza proteção coletiva, não seria esse o papel da “familia”?

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