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“Preciosa é aos olhos do Senhor a morte de seus santos” Salmos 116,15.

O apóstolo Paulo ensina aos Coríntios (1 Coríntios 15, 35-49) um princípio que norteia toda a revelação da história da redenção humana. Fala-nos do “natural” como útero do “espiritual”; da vida como período de gestação da Vida Bios gerando Zoé, na linguagem de C.S.Lewis.

Não sabemos bem como foi o planejamento de nosso nascimento. Refiro-me ao espiritual. Sabemos, no entanto, que nossa vinda foi acalentada, desejada e planejada; viemos ao mundo para amar e ser amados e para ser preparados para o céu. No entanto, criamos uma cena ridícula ao não compreender nossa morte como consumação desse projeto.

Tudo pronto. Hora de nascer. O pai acompanha de perto agitação na maternidade. Amigos, do outro lado do portal (Lucas 16,9), prontos para nos receber nos tabernáculos eternos”… mas relutamos em nascer!

Sem este cordão umbilical, como poderá a vida ser boa? Como vou me alimentar? Vou definhar até morrer de cesária! Sem este líquido aminiótico, vou ficar solto no espaço… Diz o Livro Antigo que lá fora tudo é potencializado ao infinito (que não me diz nada!). Por exemplo, que, com minhas perninhas, vou andar, correr, jogar… Dizem que com meu nariz poderei cheirar as flores (haja imaginação!) E o que é o cheiro? Me mostra! Diz o Livro que com minha boca poderei comer bifes acebolados, doces, frutas… mas deve ser horrível, sem graça… a gente tem que enfiar na boca e mastigar o que é mastigar? Diz o Livro Antigo que poderei enxergar com os olhos, e que isso é mais ou menos como ouvir com cores! Ouvir com cores?!

“Olha, creio em tudo o que o Livro Antigo diz; sou uma pessoa de fé. Mas daqui não saio”.

E enrolamos o cordão umbilical no pescoço, duvidando, de fato, de que “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam”.

Fonte: http://www.monergismo.com/textos/morte/morte_parto_amorese.htm

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