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Concernente a Melquisedeque e seu sacerdócio, a epístola aos Hebreus diz que Melquisedeque era rei de Salém, sacerdote do Altíssimo, e que ele abençoou Abraão quando esse retornava do morticínio dos reis (Hb. 7:1). Abraão reconheceu seu sacerdócio superior dando-lhe o dízimo de tudo (v. 4). Além disso, é explicado que seu nome o denota como um rei de justiça, enquanto o fato que era rei de Salém designa que era rei de paz (v. 2). Estranho ainda é a declaração que Melquisedeque era “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas, sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre” (v. 3, RC).

Diferentes explicações têm sido dadas de Melquisedeque quanto a sua aparição no livro de Gênesis como uma personagem histórica. Uma teoria diz que esse Melquisedeque é o filho de Cainã (Gn. 5:12), que guardava a colina Gólgota, onde Adão, que morreu nos dias de Cainã, foi enterrado.* De acordo com outros, ele é o mesmo que Sem, o filho de Noé. Ainda outros não ousam fazer de Melquisedeque, de quem tais coisas maravilhosas são escritas, um mero homem. Eles fazem dele um anjo ou algum tipo de encarnação do Espírito Santo ou da Palavra, ou de algum ser superior. Não pode haver dúvida sobre o fato, contudo, que Gênesis 14 retrata Melquisedeque como um homem real de carne e sangue, que viveu nos dias de Abraão, era o rei de Salém e um sacerdote do Altíssimo.


Fonte: Reformed Dogmatics – Volume 1, Herman Hoeksema,
Reformed Free Publishing Association, pg. 535-6.

* Nota do tradutor: Segundo alguns. Orígenes (185-254) menciona a “tradição dos hebreus” que Adão foi
enterrado no Gólgota.

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