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Natural selection is the gradual, nonrandom process by which biological traits become either more or less common in a population as a function of differential reproduction of their bearers. It is a key mechanism of evolution.
Variation exists within all populations of organisms. This occurs partly because random mutations cause changes in the genome of an individual organism, and these mutations can be passed to offspring.”
Freud foi o primeiro a morrer quando Karl Popper demonstrou que a psicanálise não é ciência. Karl Marx está hoje enterrado sob os escombros do muro de Berlim, quando a realidade dos factos demonstrou que a sua teoria estava errada. E Darwin também jaz morto e arrefece, mas a cultura da modernidade continua em estado de negação — não quer acreditar no seu “falecimento”.

Com as mortes de Darwin, Karl Marx e Freud, a modernidade e o naturalismo deixaram de fazer sentido; toda a filosofia moderna terá que ser repensada, o que corrobora a ideia segundo a qual a filosofia está longe de ser redundante.

Sem entrarmos na ciência biológica propriamente dita, e escorando-nos apenas na lógica, podemos afirmar que o darwinismo não está apenas em crise: em vez disso, podemos dizer que o darwinismo é hoje obsoleto. No entanto, as nossas crianças continuam a estudar, nas escolas, a Árvore da Vida, segundo Darwin, o que reflecte o estado de negação da nossa cultura contemporânea: perante a realidade do morto, recusamo-nos a acreditar que ele está morto.
O trecho supra da Wikipédia acerca do darwinismo diz-nos duas coisas: a primeira, que as mutações genéticas são alegadamente aleatórias; e a segunda, que a selecção natural não é aleatória mas resulta do processo aleatório de mutação genética: ou seja, a selecção natural é alegadamente um processo gradual, não aleatório de acumulação de mutações genéticas aleatórias.
O darwinismo parte de um princípio de negação radical de qualquer teleologia no aparecimento e no desenvolvimento da vida — nega a existência de um determinado fim que não seja a sobrevivência dos mais fortes.
Porém, a “irredutível complexidade” existente em dezenas de milhares de organismos vivos “matou” a teoria de Charles Darwin: não é plausível uma teoria de mutações aleatórias em face da microscópica complexidade irredutível dos organismos vivos, porque se teria que explicar como essa irredutível complexidade surgiu, em primeiro lugar.
Perante a morte anunciada de Darwin, zoólogos como Richard Dawkins entram em estado de negação; “bioéticos” e “filósofos”, como por exemplo Peter Singer, Daniel Dennett, Christopher Hitchens, Sam Harris, Julian Savulescu, Anthony Cashmore e outros, que defenderam a substituição da teoria marxista pelo darwinismo — fazendo com que a nova esquerda adoptasse o darwinismo em lugar do defunto marxismo —, fazem agora de conta que os dados da ciência não existem, e transformaram o darwinismo em uma espécie de doutrina religiosa.
Com a “morte” de Karl Marx, os marxistas, e materialistas em geral, correram para o último refúgio da modernidade: o neodarwinismo. Com a “morte” de Darwin, entraram agora em estado de negação e transformaram a ciência em religião política.
É hoje comummente aceite pela ciência que a tese do mecanismo de selecção [mutações genéticas + selecção natural] é falsa, o que significa a presunção de existência de uma qualquer teleologia. Existem basicamente duas teses diferentes: a tese da teleologia imanente ou internalista [que junta a biologia à física quântica para justificar uma certa finalidade lógica inerente à vida], e a tese da teleologia externalista [que prevê um desenho de uma inteligência exterior à vida natural]. Em ambos os casos, prevê-se uma qualquer finalidade lógica e, portanto, a recusa de uma aleatoriedade pura e simples tal qual defendida pelo cadáver de Charles Darwin.
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