“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne, sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor” (Gálatas 5:13)
Um querido Irmão compartilhou comigo que na sua infância passava as férias na fazenda com seus avós. Lá percebia que a alimentação era bem diferente dos costumes na cidade. Café da manhã entre 5 e 6 horas da manhã, almoço entre 9 e 10 horas , janta por volta das 18 horas e apesar disso, não ficava hora nenhuma sem comer, comia o dia todo ainda as compotas da avó. Os boiadeiros gostavam de comer no período da manhã goiabada com creme de leite e por ser de família simples, aquele prato para ele era algo especial. Os boiadeiros percebendo isso deram liberdade para ele comer a vontade. Imagine o que aconteceu? Ele comeu a vontade e exagerou, abusou da liberdade que lhe foi dada. A consequência é obvia, aquele monte de doce acabou com seu dia, teve um forte desarranjo estomacal e confessa que foi isso que lhe trouxe limitações com doces.

Diferenciar o certo do errado seguramente qualquer um sabe fazer, mas diferenciar o bom daquilo que é muito melhor já não é tarefa para qualquer um.
Quando recebemos a liberdade de vida em Cristo Jesus tudo toma a forma adequada, é comum contemplar essa liberdade como se estivesse diante de uma guloseima. Mas Atenção: O perigo está no abuso da liberdade! O apóstolo Paulo ressalta aos gálatas que Deus nos deu a liberdade para vivermos em amor quando ofereceu seu único Filho para pagar a nossa dívida! Não era mais necessário viver debaixo do fardo pesado e difícil da lei, mas ter como princípio de vida o Amor do Pai. Em Jesus temos aprendido a cada domingo juntos e em diferentes oportunidades que há uma lei que prevalece sobre as outras, a Lei do Amor!
“Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine” (I Coríntios 6.12). Não que queremos ser repetitivos, mas o Espírito Santo muitas vezes faz questão de repetir a lição de que a lei do cristão é de amar a Deus sobre todas as coisas e esse amor deve ser como ele ama, percebe? A verdadeira liberdade não se traduz em viver sem fronteiras para o que der e vier. A liberdade que encontramos em Jesus é aquela que retira de nós as correntes do pecado e da condenação, mas essa liberdade não nos permite praticar o pecado com impunidade. Nossos filhos são livres, mas não podemos deixar de colocar as grades nas varandas, os cintos de segurança no banco traseiro, os horários limites, o tempo adequado de videogame, os lugares que frequentarão… Isso não é demonstração de poder, é demonstração de amor e zelo! Liberdade completa em Cristo Jesus não é sinônimo de libertinagem. Existem muitos filhos que se dizem crescidos e prontos para viverem sozinhos, curtindo “tudo o que tem direito” e por isso não reconhecem o amor e cuidado de seus pais e acabam os desrespeitando. Digo aos pais, faltou amor ? faltou zelo ? faltou falar de Jesus instruído no caminho em que deveriam andar ? Se estão crescidos, quem sabe não seria a hora deles realmente assumirem as consequências de sua liberdade ? Estão diante da “goiabada com creme de leite” e pode ser que depois só resolverá a aplicação de outro texto, o do Filho Pródigo, onde você aplicará mais uma vez o remédio do amor, mas aí já é outro sermão. Paz nas lutas, só com Jesus !
Pr Moisés Alves dos Santos
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