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Hoje em dia parece simples a ideia de que as propagandas na Internet devem funcionar de modo relevante aos usuários que acessam uma determinada página mas no passado esse simples fato não era ainda algo completamente viável, pelo menos até o surgimento do Google AdWords e AdSense.

Anúncios online pelo Google Adwords (Foto: Reprodução)Anúncios online pelo Google Adwords (Foto: Reprodução)

Para quem acompanhou a Internet desde seus primórdios, naquela época dos badalados provedores que forneciam somente algumas horas de navegação de internet por mês, as páginas costumavam trazer publicidades em formato de botões e banners, oferecidos principalmente como uma imagem ou gifs clicáveis.

Classificado por muitos como um território desconhecido, os anunciantes ainda questionavam os resultados desses anúncios já que, em alguns momentos, pareciam muito integrados ao conteúdo da tela. No entanto, para destacar essas publicidades e chamar a atenção dos usuários, acompanhamos o pior momento da publicidade online: as terríveis imagens piscantes.

Apesar da involução gritante, ainda não tínhamos chegado a parte mais trágica da história dos anúncios online. Alguém, por alguma razão, achou que a publicidade também deveria ser exibida na frente do conteúdo, forçando o usuário a interagir com os anúncios através de uma janela pop-up irritante e deveria ser aberta a cada visita.

A publicidade online na visão do Google

Embora a gigante de Mountain View tenha iniciado seu plano de monetização, lá por volta de 1999, nos moldes clássicos de CPM (custo por mil impressões), os executivos logo notaram que precisavam tornar seu sistema mais relevante, destacando anúncios com base nas palavras-chaves dos usuários.

Para começar, o Google não só desenhou os moldes de seu programa de anúncios como limitou a criatividade das publicidades em apenas textos e links, que procuravam deixar indiretamente as páginas mais limpas e rápidas. Em uma entrevista para um jornal na época, Sergey Brin, co-fundador, afirmou projeto ainda relutava “em realmente gerar dinheiro”.

Com o estouro da bolha nos anos 2000, o Google se viu obrigado a rever novamente seu modelo de anúncios. Em vez de deixar nas mãos da DoubleClick, que na época estava cotada para gerenciar os anúncios dentro do buscador, a empresa resolveu investir em um programa inteiramente próprio: o Google AdWords.

O investimento trouxe uma série de facilidades ao buscador, além da possibilidade de comandar seu próprio sistema de anúncios por completo. A estratégia também deu uma ampla possibilidade de se adequar a necessidade dos anunciantes. “Tem um cartão de crédito e 5 minutos? Coloque seu anúncio no Google hoje mesmo”, dizia o produto em seu lançamento.

Em meados de 2002, o Google notou que o AdWords precisava de ajustes, principalmente para conseguir concorrer com Overture (mais tarde adquirido pelo Yahoo!) no qual funcionava em um molde de clicks pagos que giravam em uma espécie de leilão, ou seja, aqueles que tivessem interesse em pagar mais, estes poderiam ter um fluxo de exibição maior.

Adsense do Google (Foto: Reprodução)Adsense do Google (Foto: Reprodução)

A inovação do Google, porém, não parou por aí. Em 2003, Sergey Brin anunciou oficialmente o lançamento do programa AdSense, que oferecia um modo de monetizar websites de empresas e páginas pessoas. A possibilidade de ampliar o inventário permitiu ao Google ter um espaço de exposição publicitária invejável.

Google AdSense melhora a experiência do usuário no mundo global da Internet, trazendo anúncios de texto relevantes e discretos para as páginas da web, sem perturbações como anúncios pop-ups e animações”, afirmou Brin em um anúncio público.

No entanto, com a evolução da própria Internet, o Google acabou por flexibilizar suas regras, permindo hoje que anúncios criativos possam fazer parte de sua rede de anúncios, incluindo até mesmo comerciais em vídeos (que utilizam a infraestrutura do YouTube).

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