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Já adianto: não vou julgar quesitos técnicos expressivos nesta coluna. Ainda não convivi o suficiente com o novo Nokia Lumia 800 (R$ 1.699) a ponto de me sentir segura para tal tarefa. Prefiro, neste momento, dar uma de consumidora leiga e falar sobre as primeiras impressões que tive ao ser apresentada ao primogênito dos modelos Nokia com Windows Phone (versão 7.5) a aportar por aqui. E se é mesmo verdade que a primeira impressão é a que fica, o Lumia me deu uma desequilibrada daquelas, ainda mais no momento em que meu iPhone 4 me prega peças e decide travar uma vez por dia. Meu coração está meio carente e talvez seja o momento certo para ser arrebatada por um novo amor.

O negócio é que desde o primeiro iPhone não me sinto assim, suspirando por um modelitcho em minhas mãozinhas. Tal sentimento pode ter diversas explicações e vou tentar comentar rapidinho algumas delas. Mas que fiquei encantada, ah, se fiquei…

Nokia Lumia 800 (Foto: Divulgação)O trio maravilha: Nokia Lumia 800 em três cores (Foto: Divulgação)

Gostei das cores. É que não se trata apenas do “ecossistema” que lança acessórios para embelezar as maquininhas; não estamos falando de substituir capinhas: o Lumia tem corpinho (ligeiramente grande, mas cabe na mão direitinho) emborrachado, num tom de azul que só de pensar dá vontade de comer; também vem numa versão rosa charmosinha que cairia muito bem com o meu sapato novo.

O Lumia foi criado pensando em você. E em mim, e em todos nós. Ou seja, é um aparelho que trabalha pela simplicidade e para oferecer uma boa experiência ao usuário, leigo ou geek"
Elis Monteiro

Não deu pra não fazer a ligação: as prateleiras que ostentavam os modelos Lumia no lançamento do aparelho em Sampa me trouxeram doces lembranças – vieram à mente os primeiros Macs coloridos. Quem viveu a época deve se recordar – aquilo foi um divisor de águas. Até então ninguém se dignava a pensar em computadores coloridos, ainda vivíamos a era da palidez – o cinza e o bege dominavam e era tudo muito triste. Até que Steve Jobs praticou um de seus atos de magia e trouxe cores ao árido mundo da tecnologia.

A Nokia deu uma caprichada no lançamento dos Lumia (modelos 800 e 710): além da festa/karaokê que promoveu em Sampa, planejou lançamentos com TODAS as operadoras. Umas fizeram o dever de casa e anunciaram para a meia noite a chegada dos aparelhos às lojas. Alguém aí pensou em lançamento de iPhone e iPad? Não, né?

Eu gostei desse descaramento da Nokia. Lançar aparelhos à meia noite com festa e previsão de fila faz parte do imaginário do fan boy da Apple. Mas não é exclusividade e não deveria ser. Festa sempre é bom e a Nokia decidiu que os Lumia merecem um badalo. Assim como a intenção de criar um novo capítulo em sua (vitoriosa) história. Ok, ok, já falamos mil vezes que a Nokia errou à beça, ainda insiste no Symbian, nadou contra a corrente e blablablá, mas ainda dá tempo, ainda mais no momento em que a Apple dá uma ligeira brecha ao lançar o iPhone 4S (que não é um 5, convenhamos) e um iPad que nem nome tem.


Quanto mais festa, melhor. De preferência, se durante a comemoração eu puder ficar a sós com aquela belezura azul. Mesmo mulherzinha, sou fãzoca dos Smurfs e azul me remete a desejo. De comer, de voar, de viver. Coisa mais cafona, mas o Lumia me deu foi um tesão danado, ainda mais por conta daquele corpo redondinho e inteiriço – ele é uma peça única, nada de encaixes! Fiquei com um comichão como há muito não sentia. Se fosse jurada do American Idol e me chamasse Jennifer Lopez eu diria que fiquei arrepiada…

Vamos além da cor. A tela do Lumia 800 é uma graça – 3.7 polegadas e muito brilhante. Interface Windows, ou seja, amigável. Não fiquei com ele tempo suficiente para constatar travamentos ou telas azuis (não dá pra perder a piada, certo?), mas fiquei contente em testar – e aprovar – o multitouching (usar os dedos em formato de pinça para abrir mapas, fotos, aquela coisa que não serve pra nada mas que a gente adora).

O Lumia me deu foi um tesão danado, ainda mais por conta daquele corpo redondinho e inteiriço – ele é uma peça única, nada de encaixes!"
Elis Monteiro

Também testei o Nokia Dirigir, novo nome do OVI Mapas que continua sendo desenvolvido pela Navteq velha de guerra. O Dirigir funciona offline e os mapas apresentam miniaturas de pontos turísticos, uma gracinha.

O resto é o resto, né? Tem de ter (e tem): câmera de 8 megapixels, lente Carl Zeiss, modo de foco, efeitos, flash LED duplo, gravação e reprodução de vídeos em alta resolução, que podem ser salvos no Sky Drive (Cloud Computing pessoal) que vem “de grátis” no pacote Lumia. Ah, o processador é Qualcomm single-core de 1,4 GHz.

No software, para quem usa tudo que é da Google, a notícia talvez não seja tão boa – há a possibilidade de logar com uma conta Windows Live, o que acaba configurando os aplicativos todos da Microsoft.

No evento, encontrei meu querido amigo Henrique Martin, que já testou tudo dentro do Lumia e está tão fascinado quanto eu fiquei, só que ele conta com uma intimidade que eu ainda não possuo. Quando li o review que o Henrique fez do Lumia, fiquei pensando na conclusão a que ele chegou: o Lumia foi criado pensando em você. E em mim, e em todos nós. Ou seja, é um aparelho que trabalha pela simplicidade e para oferecer uma boa experiência ao usuário, leigo ou geek. Tudo bem que o Lumia tem um porém bem chatinho – não funciona como modem, o que nos deixa com uma pulguinha azul atrás da orelha. Ops, erramos, Nokia! Que isso não se repita mais!

Para quem só quer saber de apps, a Microsoft inseriu sua versão de loja de downloads, a Marketplace, na qual o usuário pode achar todos os aplicativos de uso da própria Nokia, fora os outros para consumo próprio. Tem que ter, claro, e mesmo que não seja um Market ou uma App Store, tá valendo!

Fiquei com uma sensação boa de quero mais e desejo me aproximar mais do bichinho em breve. E espero que essa paixonite não seja apenas fogo de palha. Sinto saudades do meu tempo Nokia, da bateria da Nokia, da interface simples e pouco exigente. Unir uma boa interface com um corpinho sarado, redondinho e colorido pode ser uma bela aposta.

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