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Na coluna anterior vimos como proceder para evitar erros de sincronização de arquivos usando o Dropbox. Acontece, porém, que o Dropbox não é apenas um singelo aplicativo que roda em segundo plano e sincroniza arquivos com a nuvem. Além disto ele oferece recursos adicionais extremamente poderosos. Vamos ver hoje um deles, a sincronização seletiva.

Ao ser instalado em Windows, Dropbox adiciona seu ícone à Área de Notificação (aquele trecho da extremidade direita da Barra de Tarefas). Um clique nele e abre-se um menu que permite ao usuário executar diversas tarefas.

A primeira delas é abrir a pasta Dropbox, mas isto em geral se consegue mais facilmente clicando diretamente no ícone disponível na Área de Trabalho (porém esta via bem pode ser útil caso a Área de Trabalho esteja muito congestionada). A seguinte é “Lançar o sítio do Dropbox”, e este será o assunto principal da próxima coluna. Depois, uma entrada que fornece acesso direto aos arquivos mais recentemente sincronizados, algumas informações sobre o estado da pasta (porcentagem de espaço ocupado e situação dos arquivos no que toca à sincronização), um meio de adquirir mais espaço (fazendo uma atualização da conta para uma das modalidades pagas, assunto que também será abordado adiante), uma entrada que interrompe temporariamente a sincronização de arquivos, mais uma que abre o “Help Center” onde são encontradas informações importantes sobre o uso do programa e, finalmente, a entrada “Preferences”, para ajustar o comportamento do programa.

Um clique nela abre a janela “Dropbox Preferences” com suas cinco abas para ajustes diversos, como lançar ou não o programa durante a inicialização do micro (que, caso de deseje usufruir da sincronização automática, deve permanecer sempre marcada), alterar as características da conta, limitar a taxa de transferência usada para sincronizar arquivos e coisas que tais.

Porém, quiçá a mais importante seja a da extremidade direita: “Advanced”.

Figura 1: Aba “Advanced” da janela “Preferences” (Foto: Reprodução)Fig. 1: Aba “Advanced” da janela “Preferences”

Clicando nela (veja Figura 1) é possível escolher a unidade de armazenamento do computador que abrigará a pasta Dropbox, selecionar o idioma (infelizmente o português não está entre os disponíveis) e, o que talvez seja mais importante: escolher quais objetos serão sincronizados na pasta do computador clicando no botão “Selective Sync” que abre a janela da sincronização seletiva.

Este ajuste é tão importante que merece ser examinado com mais vagar.

Como vimos nas colunas anteriores, ao se criar uma conta Dropbox são criadas (e mantidas sincronizadas) duas pastas Dropbox, uma na nuvem, outra no computador onde a conta foi criada. E, daí em diante, sempre que o programa for instalado em um computador adicional e associado à mesma conta, também neste computador é criada uma pasta que espelha a da nuvem, exceto quando se tratar de um dispositivo portátil de pequena capacidade de armazenamento, no qual é criada apenas a estrutura da pasta e ponteiros para os arquivos.

E aqui cabe um parênteses: neste último tipo de dispositivos minha recomendação é usar o programa Dropbox apenas para efetuar eventuais consultas ao conteúdo dos arquivos, não para editá-los. Primeiro, porque nem sempre o dispositivo portátil tem instalado um programa que permita a edição de arquivos gerados por programas mais sofisticados instalados nos computadores fixos onde foram criados (mas geralmente dispõe de módulos que permitem visualizá-los). Mas mesmo que a edição seja possível, há que se considerar que para efetuá-la o arquivo tem que ser “baixado” da nuvem imediatamente antes da edição e, terminada a edição, ele deve ser transferido novamente para a nuvem. Isto tudo consome um bocado de recursos computacionais que podem sobrecarregar o dispositivo de pequeno porte. Portanto, embora eu tenha o Dropbox instalado tanto em meu telefone quanto em meu tablete, que usam o SO Android e suportam o programa, costumo usá-lo neles apenas para consultar arquivos – mesmo tendo instalado em ambos o excelente programeto “Docs To Go” que me fornece meios para editar a maioria dos arquivos. Mas isto é uma mera digressão. Voltemos ao tema de hoje.

A sincronização automática de arquivos é um recurso precioso do Dropbox. Mas nem por isto é sempre desejável. Vamos a um exemplo real: um usuário criou uma conta Dropbox de 50 GB e, entre outros arquivos, armazenou na nuvem, como cópia de segurança, fotos de sua neta que ocuparam quase todo o espaço disponível (estranhou? Então é porque você não é avô; eu sou e achei perfeitamente natural). Em seguida, instalou o programa em seu notebook. E viu, com tristeza, assim que se completou a sincronização, quase toda a capacidade de armazenamento de sua máquina portátil ser ocupada com cópias adicionais das fotos da neta.

Evidentemente não era este seu desejo. Pois é para resolver problemas com este que serve a sincronização seletiva.

Figura 2: sincronização seletiva (Foto: Reprodução)Figura 2: sincronização seletiva (Reprodução)

Veja, na Figura 2, a janela de sincronização seletiva aberta no modo avançado (para chegar nele basta clicar no botão que aparece na janela original). Repare que ela mostra a estrutura completa da pasta Dropbox deste computador com todas as pastas marcadas, o que significa que todas estão aqui sincronizadas.

Pois bem: as que eu não desejar manter nesta máquina, basta desmarcar. Elas continuarão acessíveis nos demais computadores, caso eu assim desejar. E, se eu quiser usar a nuvem apenas como cópia de segurança de uma determinada pasta, posso desmarcá-la na janela de sincronização seletiva de todos os computadores. Se um dia eu vier a precisar de acesso a um de seus arquivos, ou volto a sincronizar a pasta em um ou mais computadores, ou a acesso diretamente na nuvem via sítio Dropbox.

O que me leva a falar nele.

Na próxima coluna, naturalmente.

Até lá

B .Piropo

Techtudo

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