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De acordo com o Wall Street Journal, o Google planeja atualizar seu mecanismo de pesquisa para trazer mais fatos e respostas às consultas no topo da página dos resultados. A ideia da empresa está em substituir alguns dos links da web com respostas resumidas e diretas a informação solicitada pelo usuário.

Google Search (Foto: Divulgação)O novo Google Search (Foto: Divulgação)

O novo Google Search planeja estreiar nos próximos meses e busca incrementar os resultados orgânicos com uma busca semântica (que refere-se ao processo de compreensão do real significado das palavras). A mudança vem sendo discutida como a “maior da história da companhia” e deverá afetar de 10% a 20% o ranking dos sites indexados,  além de gerar novas formas de rendimentos para o Google.

Ao pesquisar por “Monte Everest”, por exemplo, o search vai exibir alguns dos atributos-chave, tais como a localização da montanha, altitude, história geográfica e informações agregadas a partir do dos sites indexados. Em questões mais complexas, como, “quais são os 10 maiores lagos da Califórnia?”, o novo mecanismo poderá fornecer a resposta direta em vez de links para outros sites. “A pesquisa do Google vai se parecer mais ‘como os seres humanos compreendem o mundo’”, disse Amit Singhal, executivo responsável pela pesquisa da empresa. “Hoje nós cruzamos os dedos e esperamos que haja uma página da web lá fora com a resposta” – afirmou.

Para fornecer respostas que ainda não estão no banco de dados, Singhal explicou que a empresa vai misturar a tecnologia de busca semântica com o seu atual sistema. A ideia é reconhecer melhor o valor da informação, e descobrir quais os resultados de buscas que devem ser exibidos. “Vamos examinar cada página da web e identificar informações sobre entidades específicas referenciadas sobre uma consulta, em vez de olhar apenas para as palavras-chaves”, explicou o engenheiro que espera levar o produto do Google para uma nova geração.

No entanto, a empresa não está sozinha neste processo. Uma de suas aquisições em 2010, a Metaweb, que continha na época 12 milhões de entidades sobre filmes, livros, negócios e entretenimento, avançou recentemente para 200 milhões graças a um algoritmos de extração de entidades e fórmulas matemáticas, que se mostrou eficaz em classificar dados em toda a Internet.

Novos avanços, novos problemas

Com os planos de adicionar respostas diretas nos resultados de pesquisa, a gigante da Internet poderá criar uma onda de novos conflitos indesejáveis com empresas que já a questionam por apresentar práticas anti-competitivas. O Google é acusado de “empurrar” seus produtos para a frente dos usuários enquanto, supostamente, esconde seus concorrentes nos resultados orgânicos.

Embora o search ainda não responda a todas as consultas com resultados diretos, o Google já trabalha atualmente com alguns destaques rápidos, incluindo o serviço de voos, o Flight Search, e seu serviço de localização de produtos, o Google Shopping, que no Brasil causou um mal estar com o site de comparações de preços, o Buscapé, nos últimos meses.

Com o aparecimento do Siri, recurso integrado ao iPhone, da Apple, a pesquisa caminha para ser mais focada na resposta direta aos usuários, algo que é inevitável tanto para o Google quanto ao Bing, da Microsoft. Uma nova corrida pela informação rápida está apenas começando e ninguém quer entrar para a história como muitos dos buscadores do passado.

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